sábado, 6 de julho de 2013

Dunamis - Cabernet Franc 2011, Campanha Gaúcha



Dunamis Vinhos e Vinhedos nasceu em novembro de 2011 e tem algumas linhas ou coleções de vinhos, como uma de espumantes (Elementos do Ar) uma linha chamada Elementos, que inclui um rosê 100% Cabernet Sauvignon e a colação Dança Comigo? que traz rótulos nesse padrão festivo da foto, mas em cores diferentes para cada um dos varietais da linha. 

Um Cabernet Franc já não é mais novidade para muitos, a grande novidade dessa coleção é o Merlot branco, feito 100% de uvas Merlot vinificadas em branco. Tenho que achar e provar!

De qualquer maneira, achei no Empório San Gallen (Taubaté) esse Cab Franc de R$39,90 e resolvi provar, pois gosto muito da elegância dessa uva de Bordeaux.

Esse vinho é do tipo fácil de beber. Tem uma coloração rubi um pouco diluída, aromas de frutas vermelhas, algo de doce, um toque herbáceo, algo de glicerol, mas sem ser alcóolico, bem equilibrado. Leve na boca, com excelente acidez, a ruta se repete na boca, uma sugestão láctea também aparece.

Achei muito bacana, honesto, leve, jovem, fácil...bom pra comida...pela característica um pouco diluída, ao contrário da tendência super extraída, alcoólica e frutada que normalmente vemos, é um vinho de caráter do velho mundo.

Muito boa compra pra essa faixa de R$40. Vinho pronto pra beber, 2011, 12% de álcool, não consegui decifrar a passagem por madeira pois não achei no site da Dunamis, mas segundo pesquisas por aí, está entre 3 e 6 meses de carvalho americano para parte do vinho.

Legal!
Saúde!
vmx

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Don Pascual Reservado Tannat 2012 - Quem disse que precisa gastar muito para beber um vinho legal?

Claro, é um vinho de R$13,90 (hoje no Spani-Pinda), um preço que permite que seja um vinho para o dia a dia de muita gente.

Tannat produz, normalmente, um vinho muito escuro. Esse vinho apresenta aquele rubi escuro com toques azulados, é de cor profunda, mas para um tannat 2012, eu esperava bem mais "tinta" e peso na taça. Mas nada que atrapalhe, lembre-se, estamos aqui para curtir um vinho de menos de R$14!!!

Esse é um vinho muito bom pra essa época do ano, dá pra servir numa boa entre 18 e 20 graus, ou seja, sem muito esforço de adega aqui na região de Pinda. No nariz, o vinho me apresenta um toque vegetal e terroso quando agitado...e um toquezinho de álcool de leve que esquenta o fundo das narinas. Com leve intensidade, o vinho apresenta ainda uma fruta vermelha açucarada, macerada, mas bem leve.

Para um tannat jovem como esse, eu esperava uma boca muito mais pesada e agressiva, mas o vinho tem certa elegância. A fruta se repete na boca com mais intensidade e doçura do que no nariz, mas não é um vinho de final intenso. Um toque terroso outra vez, com um leve amargor. É um vinho de baixa acidez, mas achei muito bom, bonito e barato!

Tem passagem por madeira, álcool em 13% e tampa de rosca!

Essa casa (Estabelecimento Juanicó) é das mais importantes do Uruguai e produz uma boa variedade de vinhos de linhas distintas. Mas acho que por aqui o que chega em maior quantidade são os Don Pascual Tannat e Cabernet. Aliás, o nome é uma homenagem a Don Pascual Harriague, que introduziu a tannat nos vinhedos uruguaios.

Saúde!
vmx


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Almaviva 2006


Que marrrrravilha!

Com coloração de aparência ainda muito jovem, escura, densa, profunda, bordas com pouca evidência do tempo, uma sugestão de corpo e potência. Que cor bonita!

Garrafa aberta por quase uma hora. No nariz, muita intensidade e persistência...o vinho apresenta muita madeira de qualidade, muita fruta negra madura, uma ameixa preta, uma pimenta negra, especiarias, muito equilíbrio e elegância. Com o tempo, evolui para um cedro, eucalipto, apareceu um couro depois de algumas horas e no final ainda dá fruta e mentolado. Show!

Na boca, as frutas se repetem, a madeira também. Tem um retrogosto meio de xarope, doce. Vinho carnudo, a acidez é presente, mas é aquela coisa Novo Mundo, explosão de fruta. Final extremamente longo e delicioso. Taninos redondos e perfeitos. Um vinho muito encorpado, mas muito redondo!

Cabernet (63%), Carmenere (26%), Cabernet Franc (9%) e Merlot (2%), 17 meses em barris franceses novos ...14.5% de álcool que não se sente...um Bordeaux do Novo Mundo.

O que todos merecemos. Saúde!

vmx
PS: Abrir antes de começar a assistir Django (Tarantino)...o filme tem quase 3 horas e o vinho continua uma explosão!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tignanello, ícone "supertoscano"!

Vinho da "casa" Antinori, um ícone da história dos "supertoscanos": o primeiro a ser envelhecido em barricas francesas (por tipo 12 meses), o primeiro Chianti (Sangiovese) a ser cortado com  variedades que não cabem na DOCG, como as francesas Cabernet e Cabernet Franc, esse vinho é uma maravilha que tive a sorte de provar algumas vezes...e de safras distintas. Na época, não estava registrando minhas considerações sobre os vinhos que provava, mas tenho absoluta lembrança de que estavam todos divinos. Ainda tenho um 2008 em casa para, quando provar, registrar aqui minhas impressões.

De qualquer forma, revisei a ficha técnica das safras que bebi para poder elencar aqui suas características e diferenças principais entre eles (segundo a ficha técnica disponível no site da Antinori):

 "On release, Tignanello 2006 has a very intense ruby red color and balanced ripe red fruit and spicy aromas on the nose. It is has a full, rich and round rich palate, dense without hiding its great elegance and complexity. A powerful wine, yet fine and pleasant to drink, with good length and an aftertaste packed with chocolate and citrus fruits. The tannins are pronounced, but smooth and silky, which, together with balanced acidity, assures Tignanello good ageing potential."


"Tignanello 2007 is a wine which presents itself with a great impact. To the nose this wine opens with a pleasant concentration of aromas ranging from ripe red fruit to spiciness; with hints of vanilla and toasty notes which compose a bouquet with great persistence and elegance. It is a wine of unquestionable personality, with typical characteristics which deeply bond the wine with the land where it was born, exalting and rewarding this maximum expression of the wonderfully ripened sangiovese, so particularly optimal in this harvest."



"Tignanello 2008 is the wine of a vintage in which the grapes reached excellent levels of ripeness, and this is reflected in its intense ruby red color, its important aromatic concentration, its notes of ripe red fruit and jam accompanied by spice, vanilla, and liquorice. The palate is distinguished by a dense and elegant texture sustained by the vibrant acidity of the Sangiovese, by tannins of a lovely suppleness, and by an extremely long and lingering finish." 


Karavelle - Cerveja Red Ale Hell


Produzida artesanalmente e de acordo com a Lei de Pureza da Baviera. De uma cor que lembra um chá avermelhado, transparente. Fina espuma. Nariz maltado e doce, alguma coisa de fruta.

Na boca, o amargor e muito leve, a doçura aparece bem mais e persiste na boca, com uma nota de algo como canela. E uma red ale leve com 4.5% de alcool...achei bacana e feminina.

Way Beer - Irish Red Ale


"Cerveja Extra Escura", diz o rótulo...um âmbar denso, mas de boa transparência. Aromas de malte, algum tostado, mas uma doçura de fruta seca no nariz, bem discreta.

Muito boa espuma, muito consistente. Na boca, a doçura aparece rapidamente e depois vem o amargor equilibrado do lúpulo. Bem leve e fresca na boca, 5.8% de alcool. Boa cerveja!

Belzebuth 11.8% - Extra Strong (França)




Bem, o nome é muito estranho...a lata (500 ml) também, com a figura do que deve ser o "tal". Muito forte, realmente, com 11.8% de alcool, uma cor de dourado a cobre, transparente.

Golden Ale com aromas de maltes (parece que é feita com 3 tipos), mas um fundo bem doce, me lembrou muito aquele cheirinho típico de tubaína. Na lata, a receita diz que tem adição de milho e caramelo aromático. Nada de álcool no nariz.

O primeiro gole, uau! Forte! Achei que nao ia me agradar...mas melhorou depois. O álcool está lá esquentando a boca, o amargor é leve e tem muito doce.

Acho que é uma cerveja legal de provar e dividir o latão com aguém...pode ser bacana com alguma sobremesa bem caramelizada...nada de chocolate, algo de fruta, tipo aquela cobertura caramelizada de bolo de abacaxi, ou, melhor ainda, algo com álcool também, tipo sorvete de passas ao rum (das antigas...), aqueles bolos caribenhos que são embebidos em rum (tortuga rum cake), tem também uns bolinhos italianos (tipo pão-de-ló) que são vendidos mergulhados no rum (provei, fica show)...não sei se é todo o álcool da cerveja, mas me veio isso na cabeça.

Saúde!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Baden Baden Chocolate

É isso mesmo...chocolate! E muito...um nariz MUITO intenso de uma doçura evidente. Puro cacau, baunilha...parece que abrimos um ovo de Páscoa!

De uma cor interessante e profunda, entre uma Stout e um café...aliás, enquanto servimos, lembra muito um café recém saído da máquina, com uma espuminha creme (e cremosa).

Na boca, uma sugestão doce, mas o amargo da cerveja está lá, bem equilibrado. Aparece um cafezinho, um tostadinho e muito chocolate e baunilha outra vez. É muito interessante de provar, a cerveja não é doce, é seca e bem leve...eu esperava algo muito mais doce e pesado. Mas não sei dizer se eu tomaria mais que uma garrafa...apesar de leve (pro que se espera) o chocolate é muito acentuado e pode ficar enjoativo. O contra-rótulo sugere harmonizar com sobremesas de chocolate, de frutas, sorvete de creme, tiramissu - deve casar muito bem mesmo; servir entre 6 e 8 graus - a minha estava a 8.

Enfim, uma edição limitada muito interessante de provar. Ah, é tipo Ale e tem 6% de álcool...que, de tão leve, não aparecem.

Se eu conseguir, vou testar umas harmonizações e conto aqui.

Saúde!
vmx

terça-feira, 21 de maio de 2013

Encapsulado - Café L'Or Espresso

Alguns chamaram de genérico do Nespresso (matéria Isto É  Dinheiro), mas acho que é uma alternativa de qualidade às cápsulas da Nestlé.

Eu sou fã do Nespresso, tenho minha maquininha, minha conta no Nespresso Club e compro pela internet sempre que vai acabando. Não posso reclamar da entrega que é sempre muito ágil, apesar de estar fora dos grandes centros. Claro que me faltava ter a opção de comprar no supermercado...assim, junto com as compras que fazemos toda semana...sem ter que - no meu caso - comprar vários pacotes de cápsulas pra compensar o frete da compra online. Sei que a Nespresso tem algumas lojas físicas no Brasil (e várias fora), mas sempre nos grandes centros (Rio, SP).

Ao contrário do que é comum no mundo virtual, acho que as cápsulas online devem ter o mesmo preço das lojas físicas, se não estou enganado. Há algum tempo não comparo, mas acho que é assim ainda.

Ano passado, durante uma viagem, fiquei surpreso quando vi uma maquininha Nespresso igual à minha sendo usada com uma cápsula bem diferente daquela que eu conhecia. E o café era muito bom. Fiquei interessado! Achei o máximo quando eu descobri que dava pra comprar a tal outra cápsula no supermercado da esquina (cheguei a comprar e trazer pra casa!). Pensei: isso podia vir pro Brasil!

E veio...conforme a matéria acima, as vendas começaram através dos pontos de venda do Café do Ponto. Preço bom, "compatível" com o Nespresso (quando vi há 2 meses era tipo R$15 a caixa com 10 capsulas - equivalente ao mais barato da Nespresso) e tinha em pontos de venda no Vale do Paraíba...bem, pelo menos em um quiosque que eles têm lá em São José dos Campos, no Shopping Center Vale. Legal!

Passei no Pão de Açúcar de Taubaté hoje e achei as caixinhas de vários "blends" diferentes lá à venda...por R$13.50 a caixa com 10. Mais barato do que comprar o Nespresso online...resta ver se vão trazer pro Pão de Açúcar de Pinda tb...enfim, uma opção a mais pra quem tem a maquininha e prefere comprar fisicamente...e mais barato.

Aqui vai um vídeo que mostra o funcionamento das cápsulas, que têm tecnologias diferentes, mas fazem um café muito legal. Agora, é ver qual você gosta mais!

Muita evolução tem acontecido nesse mercado de "espresso doméstico". Tem gente que reusa as cápsulas usando o café da sua preferência, substituindo aquela parte que parece um papel alumínio por uma nova capinha de papel alumínio cortada em casa mesmo.

Tem também uma empresa suíça que desenvolveu uma cápsula reutilizável em inox que custa 40 euros, o que não deixa de ser uma alternativa "green", que gera menos lixo, e mais econômica. Pra quem gosta de conta, considerando 4 cápsulas por dia, todos os dias:

  • R$1,35 (preço L'Or) x 4 x 365 = R$1.971

Considerando que a cápsula reutilizável seja um dia vendida no Brasil por tipo R$200, que o kilo de um café legal esteja na casa dos R$20 e que cada cápsula tem 5g de café:

  • 4 x 365 x 5g = 7.3kg de café por ano x R$20 = R$146
  • R$146 + R$200 = R$346

São R$1.625 de diferença! Com a possibilidade de você usar o café que quiser, moer seu próprio café especial, etc. Mesmo que você goste de um café que custe 10 vezes mais que o exemplo que usamos aqui, ainda sobra troco.

Bem, chega de café...eu adoro os cafés especiais da Nespresso e já comecei a fazer a conta R$2,50 x 4 x 365 e não gostei do resultado!

Saúde!
vmx

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Toro Loco Crianza 2010

Pra quem curtiu o Toro Loco "básico", parece que a Wine importadora está trazendo agora o Crianza, que passa 6 meses em barrica, tem 10% de Cabernet e a promessa de mais estrutura. O preço fica nos R$35...vamos ver se acho por aqui pra provar.

Aqui, a cara do novo Toro.

Saúde!
vmx

Artigo interessante sobre a falta de sommeliers nas casas do Sul, principalmente na região da Serra Gaúcha. Vale a leitura!

Saúde,
vmx

domingo, 19 de maio de 2013

Cono Sur, Pinot, Orgânico, 2010

Mas um orgânico da Cono Sur, também de 2010, mas desta vez um Pinot. Também de preço muito acessível, na casa dos R$20 o que ainda acho impressionante - por se tratar de um orgânico...e de um vinho muito bacana.

Vinho limpo, de cor muito brilhante, uma cor granada quase transparente, uns toques azulados, mas uma borda bem clarinha.

Eu senti um pouco dos 14% de álcool no nariz, mesmo com um tempo de taça e temperatura ideal, o que abafou um pouco alguns outros aromas que estavam lá. Mudei de taça e comecei a encontrar muita coisa de terroso, de bosque e alguma fruta, um tostadinho também apareceu, mas depois veio o álcool de novo.

É um vinho muito macio na boca, apresenta uma doçura frutada, os taninos estão lá marcando a textura do vinho, mas de uma forma que não agride. Fiquei surpreso de notar que o vinho não é aquela "goiabada densa" típica dos Pinots chilenos, não! Tem um pouco mais de complexidade que isso...vou comprar outra garrafa pra tirar essa prova do álcool.

Achei o vinho muito bom no geral, considerando o preço.

Saúde!
vmx

Redtree, Zinfandel, 2011


Um rotulo simples e bacana, uma garrafa bem simples também...vinho da californiana Cecchetti Wine Company, produzido em Sonoma, acho. Comprado em Taubaté, em um empório de boa seleção de rótulos, por R$51.

De cor muito brilhante e bem transparente, me lembrou um Pinot de cara. 

Um nariz sem álcool (e olha que tem 14,1%), equilibrado, com aroma dominante de caramelo, mas com um mel e um toque bem floral, alguma fruta, mas nada exaerado. Mas no geral um doce discreto e suave...quando o álcool apareceu um pouco mais tarde, deu uma nota meio química discreta.

Na boca, um vinho com um melzinho bacana, mas com uma deliciosa e fresca acidez. Muito legal. Bem leve, taninos bem suaves, macio! É um vinho rapido na boca, mas ainda assim tem um frutado marcante e retrogosto muito agradável. Um vinho bem coringão pra servir, do tipo que muita gente vai gostar...acho que é bom pra acompnhar um churrasquinho leve...uma fraudinha. Aliás, bacana pra essa época do ano, pois não é um rosé de piscina e nem um Cabernet denso...mas dá pra beber durante o dia lá fora!

Talvez não seja a melhor compra (aqui n Brasil, mas interessante nos States a tipo US$9), mas é uma boa prova...um vinho pra bate-papo!

Ah! Zinfandel 100% e passou por carvalho. Acho que se um dia eu classificar os vinhos aqui, vou chamar esse tipo de cool...

Saúde!
vmx

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cono Sur, Cab+Carm, Orgânico, 2010


A Cono Sur, vinícola relativamente jovem (93), parece seguir o caminho das grandes casas do Chile, com várias linhas de vinhos (dos mais "básicos" até chegar a um Pinot Considerado o primeiro "ultra-premium" do Chile). Estou começando pela linha Bicicleta e pelos Orgânicos.

Nota interessante no site deles: "no family trees, no dusty bottles, just quality wine".

A companhia promete como objetivo produzir vinhos expressivos e inovadores, me chamou atenção, então, essa coisa de produzir vinhos orgânicos assim, em linha popular - esse é um vinho de tipo R$20 e poucos (acho até que comprei por menos de 20). 

Tenho aqui pra provar um dia os Pinot Orgânico e Bicicleta...eles têm um tal "Proyecto Pinot Noir" que quero entender - depois. Vamos agora ao Cabernet com Carmenere Orgânico:

  • O rótulo, que já tem uma cara meio "kraft" que sugere papel reciclado, também tem uma bicicleta que, segundo eles, tem inspiração no espírito dos trabalhadores da vinícola, que pedalan diariamente para o trabalho. Legal!
  • Esse 2010 tem 65% de Cabernet, 30% de Carmenere e ainda tem Malbec e Syrah.
  • Brilhante, de cor intensa e quase profunda, tem um nariz bem vegetal no início, com muita expressão, com as típicas sugestões de pimentão verde da Cabernet; com um tempo, outras aparições que sugerem a passagem por madeira; uma fruta vermelha fresca também aparece lá no fundo, mas o vegetal é intenso...o vinho tem 13.5% de álcool, mas nem muito sinal dele no nariz. Equilibrado!
  • O vinho é melhor na boca...menos vegetal, mais agradável e frutado. Não é uma fruta doce ainda, mas ela aparece bem. A madeira também aparece na boca. Taninos bem comportados.
Eu esperava um vinho mais áspero, bem menos redondo. Pra faixa de preço dele, achei um vinho MUITO bom! Eu acabei comendo uma pizza com queijo, lombo canadense, catupiry, cebola roxa e o vinho foi companheiro fiel. Harmonizado também com o programa O Som do Vinil, com o primeiro episódio em homenagem ao Emílio Santiago. É isso aí, coisas simples, sempre as melhores! Muito boa compra.

Saúde!
vmx



terça-feira, 14 de maio de 2013

Senda 66, 2008

Comprei esse Tempranillo Espanhol com a idéia de colocar pra "brigar" com o Toro Loco. O preço (consegui numa promoção no www.vinhosehistorias.com.br por R$32,30 no pack de 2 garrafas) é compatível, já que cheguei a encontrar o Toro até por R$35 (mas o normal é queimarem por R$25-30 por aí)! Nem vou falar do Toro aqui nesse post, acabou que a tal "briga" não aconteceu...quem sabe outro dia!

De qualquer maneira, o mais interessante foi que abri essas 2 garrafas em dias diferentes e elas me deram sensações bem diferentes...a primeira garrafa foi uma explosão de fruta no nariz e na boca. O vinho demonstrou boa estrutura, mas uma fruta muito exagerada e quase de mentira (lembrei do Toro). Pensei muito antes de abrir a segunda garrafa, mas...abri!

Uma surpresa! Vai ver que no primeiro dia eu não estava bem...não sei. A segunda garrafa era muito diferente, além da linda cor púrpura já identificada na primeira (aliás, o rótulo é também muito bonito e festivo!), o vinho aqui tinha muito mais complexidade. Tinha fruta, claro, mas aparecia um couro no nariz...senti um papelão também...caixa de papelão. A madeira  deu ao vinho uns toques caramelados muito interessantes.

Segundo o site onde comprei o vinho, "a Bodega La Candelaria é propriedade de um pequeno grupo de produtores e enólogos, na região de La Mancha, Espanha." Tempranillo 100%, 2008, 12.5% de álcool, 8 meses de barrica francesa.

Um bom vinho pra comparar com o Toro e ver no que dá. Esse Senda é uma ótima opção pra um churrasquinho.

Saúde!
vmx


Também achei o vinho em Taubaté, no Empório San Gallen (emporiosangallen.com.br), em promoção a R$39,90 nesta "semana do vinho espanhol" (nesta semana de 20/05/13).

O início!

Engarrafado!

Escolhi esse nome para poder falar de vinhos (e eventualmente cervejas e outras coisinhas engarrafadas dignas de comentários...mas principalmente dos vinhos), uma paixão que venho tentando entender nos últimos 15 anos, pelo menos.

Pois é...15 anos aprendendo...e ainda não aprendi. Acho que paixão é assim mesmo! A gente nunca aprende...mas segue tentando.

Sem a menor pretensão de guru, a idéia aqui é dividir com amigos minhas histórias e impressões em torno do Engarrafado, na tentativa de aprender mais e ajudar aqueles que querem também aprender, colaborando para o desenvolvimento da cultura do vinho no Brasil...ou pelo menos aqui na vizinhança mesmo.

Vou tentar publicar aqui algumas notas de degustação bem particulares e acessíveis ao entendimento de todos, sem muito mistério. Tentarei relacionar também aquilo que está aqui na região de Pinda e do Vale do Paraíba. Falando em acessibilidade, é claro que adoro os vinhos tops, mas gosto mais ainda de descobrir o valor dos básicos...das boas compras.

Portanto, sejam bem-vindos! Espero que desfrutem e que possamos interagir através das publicações, comentários, etc.

Saúde!
vmx